HÁ QUASE UM ANO!

Em julho de 2010, fui junto com Maurício Ebbers e Laís Queiroz conhecer o mundo do Teat(R)o Oficina em Peixinhos, Olinda-PE. O grupo teatral paulista, liderado pelo magnífico José Celso Martinez Correia, percorreu algumas cidades brasileiras ministrando oficinas com o seu Uzyna Uzona, preparando (e ensaiando) atores e não-atores para participar das Dionísiacas!
Foram 10 dias de muito trabalho! E foi realmente um prazer conhecê-los!!!
Cerca de 100 atores de Recife e Olinda-PE, João Pessoa-PB e Maceió-AL, estudantes de jornalismo, ciências sociais, fizeram oficina de atuação e música com José Celso e atores e músicos do grupo. A trupe era composta por cerca de 50 profissionais e o seu Teatro de 'Extádio' era gigantesco comportando cerca de 600 espectadores. Experiência ímpar e questionadora! Fascinates desde o olhar do Lucas, a seriedade da Camila, a irreverência do Celso, o sorriso do Anthero, a energia positivíssima do Mariano... Sem dúvida, o fazer teatral de Oficina é provocador e provocante! E eu estava lá! Fui dirigida, ainda que dentre outros muitos pelo experiente Zé Celso. Dancei ao som da Tigre Dente de Sabre! Aprendi, discuti, renasci, me questionei... Super válida, a experiência! Indiscutivelmente!!!

TANIKO

CACILDA!!

BACANTES

O BANQUETE


*História

O Teatro Oficina completou 51 anos no ano de 2009 em plena atividade artística e social. Surgido em 1958, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco o grupo passou por diversas fases. A profissionalização a partir de 1961, os Anos Dourados até o fim da década de 60 quando foram encenadas obras que revolucionaram a moderna dramaturgia brasileira como “Pequenos Burgueses” de Gorki e “O Rei da Vela” de Oswald de Andrade, o exílio durante os anos de chumbo da ditadura militar, entre 1974 e 1979 trabalhando em Portugal, Moçambique, França e Inglaterra produzindo obras cinematográficas como o “25” que narra a libertação de país africano e “O Parto” sobre a Revolução dos Cravos.

A partir da abertura lenta e gradual brasileira o grupo voltou a se reunir em São Paulo e durante dez anos trabalhou para levantar o novo teatro, com projeto arquitetônico de Lina Bo Bardi finalmente aberto em 1993 inaugurando nova fase em que obras clássicas da dramaturgia mundial como “Hamlet” de Shakespeare e “Bacantes” de Eurípides foram realizadas à moda de Óperas de Carnaval Eletrocandombláicas, modernos musicais brasileiros com elenco coral numeroso e banda ao vivo conquistando um público jovem em São Paulo e pelo Brasil.

No início do século XXI o Oficina deu nova virada com o trabalho de transversão de “Os Sertões”, a obra vingadora de Euclides da Cunha, para o teatro e kinema. Em um processo que durou 7 anos, de 2000 a 2007, o Oficina abriu-se ainda mais para o social e as questões de educação, urbanismo, e comunicação, questões da cultura tratada como infraestrutura, passaram a ser trabalhadas com vigor e profundidade pelos atuadores do grupo em uma verdadeira campanha de “desmassacre”. Nasceu nessa época, em 2002, o Movimento Bexigão, trabalhos artísticos realizados com as crianças e jovens em situação de risco social no bairro do Bexiga, onde situa-se o Oficina. A cultura desses herdeiros dos sertanejos de Canudos misturou-se à cultura cosmopolita e o grupo e público tornaram-se heterogêneos em suas classes sociais e etnias. “Os Sertões”, cinco peças que somam 27 horas de teatro, iniciaram-se com a estreia da primeira parte “A Terra” em 2 de dezembro de 2002, no aniversário de cem anos do livro e encerraram-se em 2 de dezembro de 2007, último dia de apresentação dos cinco espetáculos no sertão de Canudos, palco original do massacre narrado por Euclides da Cunha. A trajetória dessa obra incluiu apresentações pelo Brasil e na Alemanha, abrindo a temporada de outono do Volksbuhne em Berlim, no ano de 2005.

Em 2008 o Oficina chegou a seu jubileu de ouro, completou 50 anos celebrados com vitalidade que gerou quatro novas montagens, “Os Bandidos” de Schiller, “Cypriano e Chan-ta-lan” de Luis Martinez Correa e Analu Prestes, “Taniko” de Zen Chiku, um nô japonês transcriado pela bossanova tranzênica, e “Vento Forte para um Papagaio Subir”, primeira peça escrita por José Celso, diretor da Companhia. Em 2009 essas peças ficaram em cartaz e duas novas montagens foram criadas: “Em junho houve a estreia de “O Banquete” de Platão, cujos primeiros ensaios realizaram-se em Zagreb, na Croácia em oficinas com artistas locais, e “Estrela Brazyleira a Vagar – Cacilda!!”, segunda parte da tetralogia que narra a viva vida da grande atriz brasileira Cacilda Becker, estreado em setembro.

Neste ano de 2010 o Oficina realiza as Dionisíacas 2010, patrocinadas pelo Ministério da Cultura através de convênio de co-produção com a Companhia. O projeto tem duração total de 10 meses, de março de 2010 a janeiro de 2011 e apresenta quatro espetáculos do repertório em oito capitais brasileiras além de realizar oficinas das artes teatrais com artistas e aprendizes.

A partir da abertura lenta e gradual brasileira o grupo voltou a se reunir em São Paulo e durante dez anos trabalhou para levantar o novo teatro, com projeto arquitetônico de Lina Bo Bardi finalmente aberto em 1993 inaugurando nova fase em que obras clássicas da dramaturgia mundial como “Hamlet” de Shakespeare e “Bacantes” de Eurípides foram realizadas à moda de Óperas de Carnaval Eletrocandombláicas, modernos musicais brasileiros com elenco coral numeroso e banda ao vivo conquistando um público jovem em São Paulo e pelo Brasil.

No início do século XXI o Oficina deu nova virada com o trabalho de transversão de “Os Sertões”, a obra vingadora de Euclides da Cunha, para o teatro e kinema. Em um processo que durou 7 anos, de 2000 a 2007, o Oficina abriu-se ainda mais para o social e as questões de educação, urbanismo, e comunicação, questões da cultura tratada como infraestrutura, passaram a ser trabalhadas com vigor e profundidade pelos atuadores do grupo em uma verdadeira campanha de “desmassacre”. Nasceu nessa época, em 2002, o Movimento Bexigão, trabalhos artísticos realizados com as crianças e jovens em situação de risco social no bairro do Bexiga, onde situa-se o Oficina. A cultura desses herdeiros dos sertanejos de Canudos misturou-se à cultura cosmopolita e o grupo e público tornaram-se heterogêneos em suas classes sociais e etnias. “Os Sertões”, cinco peças que somam 27 horas de teatro, iniciaram-se com a estreia da primeira parte “A Terra” em 2 de dezembro de 2002, no aniversário de cem anos do livro e encerraram-se em 2 de dezembro de 2007, último dia de apresentação dos cinco espetáculos no sertão de Canudos, palco original do massacre narrado por Euclides da Cunha. A trajetória dessa obra incluiu apresentações pelo Brasil e na Alemanha, abrindo a temporada de outono do Volksbuhne em Berlim, no ano de 2005.

Em 2008 o Oficina chegou a seu jubileu de ouro, completou 50 anos celebrados com vitalidade que gerou quatro novas montagens, “Os Bandidos” de Schiller, “Cypriano e Chan-ta-lan” de Luis Martinez Correa e Analu Prestes, “Taniko” de Zen Chiku, um nô japonês transcriado pela bossanova tranzênica, e “Vento Forte para um Papagaio Subir”, primeira peça escrita por José Celso, diretor da Companhia. Em 2009 essas peças ficaram em cartaz e duas novas montagens foram criadas: “Em junho houve a estreia de “O Banquete” de Platão, cujos primeiros ensaios realizaram-se em Zagreb, na Croácia em oficinas com artistas locais, e “Estrela Brazyleira a Vagar – Cacilda!!”, segunda parte da tetralogia que narra a viva vida da grande atriz brasileira Cacilda Becker, estreado em setembro.

Neste ano de 2010 o Oficina realiza as Dionisíacas 2010, patrocinadas pelo Ministério da Cultura através de convênio de co-produção com a Companhia. O projeto tem duração total de 10 meses, de março de 2010 a janeiro de 2011 e apresenta quatro espetáculos do repertório em oito capitais brasileiras além de realizar oficinas das artes teatrais com artistas e aprendizes.


Mais sobre o Teat(R)o Oficina: http://teatroficina.uol.com.br/

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog