segunda-feira, 30 de maio de 2011

ALDEIA SESC GUERREIRO DAS ALAGOAS - 2011













SELECIONADOS PARA A MOSTRA:


Desnuda
Saudáveis Subversivos
Teatro-Dança
Maceió/AL

Graças
Cia do Chapéu
Teatro de Rua
Maceió/AL

Os Infortúnios de uma Criança
Personas in Cena
Teatro
Maceió/AL

Pedaços de Nós Mesmos
Cia Mestres das Graças
Teatro
Palmeira dos Índios/AL

Rojo
Coletivo Vermelho de Teatro-NACE
Teatro-Performance
Maceió/AL

Rótulo
Charlene Sadd
Performance
Maceió/AL

Urucungo
Denis Angola
Dança
Maceió/AL

sexta-feira, 20 de maio de 2011

"Porque quando somos infelizes ficamos mais aptos a compreender o
sofrimento alheio; a nossa sensibilidade, assim não se degrada, mas

pelo contrário, condensa-se e acumula-se...”



Dostoiévski

segunda-feira, 16 de maio de 2011

HÁ QUASE UM ANO!

Em julho de 2010, fui junto com Maurício Ebbers e Laís Queiroz conhecer o mundo do Teat(R)o Oficina em Peixinhos, Olinda-PE. O grupo teatral paulista, liderado pelo magnífico José Celso Martinez Correia, percorreu algumas cidades brasileiras ministrando oficinas com o seu Uzyna Uzona, preparando (e ensaiando) atores e não-atores para participar das Dionísiacas!
Foram 10 dias de muito trabalho! E foi realmente um prazer conhecê-los!!!
Cerca de 100 atores de Recife e Olinda-PE, João Pessoa-PB e Maceió-AL, estudantes de jornalismo, ciências sociais, fizeram oficina de atuação e música com José Celso e atores e músicos do grupo. A trupe era composta por cerca de 50 profissionais e o seu Teatro de 'Extádio' era gigantesco comportando cerca de 600 espectadores. Experiência ímpar e questionadora! Fascinates desde o olhar do Lucas, a seriedade da Camila, a irreverência do Celso, o sorriso do Anthero, a energia positivíssima do Mariano... Sem dúvida, o fazer teatral de Oficina é provocador e provocante! E eu estava lá! Fui dirigida, ainda que dentre outros muitos pelo experiente Zé Celso. Dancei ao som da Tigre Dente de Sabre! Aprendi, discuti, renasci, me questionei... Super válida, a experiência! Indiscutivelmente!!!

TANIKO

CACILDA!!

BACANTES

O BANQUETE


*História

O Teatro Oficina completou 51 anos no ano de 2009 em plena atividade artística e social. Surgido em 1958, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco o grupo passou por diversas fases. A profissionalização a partir de 1961, os Anos Dourados até o fim da década de 60 quando foram encenadas obras que revolucionaram a moderna dramaturgia brasileira como “Pequenos Burgueses” de Gorki e “O Rei da Vela” de Oswald de Andrade, o exílio durante os anos de chumbo da ditadura militar, entre 1974 e 1979 trabalhando em Portugal, Moçambique, França e Inglaterra produzindo obras cinematográficas como o “25” que narra a libertação de país africano e “O Parto” sobre a Revolução dos Cravos.

A partir da abertura lenta e gradual brasileira o grupo voltou a se reunir em São Paulo e durante dez anos trabalhou para levantar o novo teatro, com projeto arquitetônico de Lina Bo Bardi finalmente aberto em 1993 inaugurando nova fase em que obras clássicas da dramaturgia mundial como “Hamlet” de Shakespeare e “Bacantes” de Eurípides foram realizadas à moda de Óperas de Carnaval Eletrocandombláicas, modernos musicais brasileiros com elenco coral numeroso e banda ao vivo conquistando um público jovem em São Paulo e pelo Brasil.

No início do século XXI o Oficina deu nova virada com o trabalho de transversão de “Os Sertões”, a obra vingadora de Euclides da Cunha, para o teatro e kinema. Em um processo que durou 7 anos, de 2000 a 2007, o Oficina abriu-se ainda mais para o social e as questões de educação, urbanismo, e comunicação, questões da cultura tratada como infraestrutura, passaram a ser trabalhadas com vigor e profundidade pelos atuadores do grupo em uma verdadeira campanha de “desmassacre”. Nasceu nessa época, em 2002, o Movimento Bexigão, trabalhos artísticos realizados com as crianças e jovens em situação de risco social no bairro do Bexiga, onde situa-se o Oficina. A cultura desses herdeiros dos sertanejos de Canudos misturou-se à cultura cosmopolita e o grupo e público tornaram-se heterogêneos em suas classes sociais e etnias. “Os Sertões”, cinco peças que somam 27 horas de teatro, iniciaram-se com a estreia da primeira parte “A Terra” em 2 de dezembro de 2002, no aniversário de cem anos do livro e encerraram-se em 2 de dezembro de 2007, último dia de apresentação dos cinco espetáculos no sertão de Canudos, palco original do massacre narrado por Euclides da Cunha. A trajetória dessa obra incluiu apresentações pelo Brasil e na Alemanha, abrindo a temporada de outono do Volksbuhne em Berlim, no ano de 2005.

Em 2008 o Oficina chegou a seu jubileu de ouro, completou 50 anos celebrados com vitalidade que gerou quatro novas montagens, “Os Bandidos” de Schiller, “Cypriano e Chan-ta-lan” de Luis Martinez Correa e Analu Prestes, “Taniko” de Zen Chiku, um nô japonês transcriado pela bossanova tranzênica, e “Vento Forte para um Papagaio Subir”, primeira peça escrita por José Celso, diretor da Companhia. Em 2009 essas peças ficaram em cartaz e duas novas montagens foram criadas: “Em junho houve a estreia de “O Banquete” de Platão, cujos primeiros ensaios realizaram-se em Zagreb, na Croácia em oficinas com artistas locais, e “Estrela Brazyleira a Vagar – Cacilda!!”, segunda parte da tetralogia que narra a viva vida da grande atriz brasileira Cacilda Becker, estreado em setembro.

Neste ano de 2010 o Oficina realiza as Dionisíacas 2010, patrocinadas pelo Ministério da Cultura através de convênio de co-produção com a Companhia. O projeto tem duração total de 10 meses, de março de 2010 a janeiro de 2011 e apresenta quatro espetáculos do repertório em oito capitais brasileiras além de realizar oficinas das artes teatrais com artistas e aprendizes.

A partir da abertura lenta e gradual brasileira o grupo voltou a se reunir em São Paulo e durante dez anos trabalhou para levantar o novo teatro, com projeto arquitetônico de Lina Bo Bardi finalmente aberto em 1993 inaugurando nova fase em que obras clássicas da dramaturgia mundial como “Hamlet” de Shakespeare e “Bacantes” de Eurípides foram realizadas à moda de Óperas de Carnaval Eletrocandombláicas, modernos musicais brasileiros com elenco coral numeroso e banda ao vivo conquistando um público jovem em São Paulo e pelo Brasil.

No início do século XXI o Oficina deu nova virada com o trabalho de transversão de “Os Sertões”, a obra vingadora de Euclides da Cunha, para o teatro e kinema. Em um processo que durou 7 anos, de 2000 a 2007, o Oficina abriu-se ainda mais para o social e as questões de educação, urbanismo, e comunicação, questões da cultura tratada como infraestrutura, passaram a ser trabalhadas com vigor e profundidade pelos atuadores do grupo em uma verdadeira campanha de “desmassacre”. Nasceu nessa época, em 2002, o Movimento Bexigão, trabalhos artísticos realizados com as crianças e jovens em situação de risco social no bairro do Bexiga, onde situa-se o Oficina. A cultura desses herdeiros dos sertanejos de Canudos misturou-se à cultura cosmopolita e o grupo e público tornaram-se heterogêneos em suas classes sociais e etnias. “Os Sertões”, cinco peças que somam 27 horas de teatro, iniciaram-se com a estreia da primeira parte “A Terra” em 2 de dezembro de 2002, no aniversário de cem anos do livro e encerraram-se em 2 de dezembro de 2007, último dia de apresentação dos cinco espetáculos no sertão de Canudos, palco original do massacre narrado por Euclides da Cunha. A trajetória dessa obra incluiu apresentações pelo Brasil e na Alemanha, abrindo a temporada de outono do Volksbuhne em Berlim, no ano de 2005.

Em 2008 o Oficina chegou a seu jubileu de ouro, completou 50 anos celebrados com vitalidade que gerou quatro novas montagens, “Os Bandidos” de Schiller, “Cypriano e Chan-ta-lan” de Luis Martinez Correa e Analu Prestes, “Taniko” de Zen Chiku, um nô japonês transcriado pela bossanova tranzênica, e “Vento Forte para um Papagaio Subir”, primeira peça escrita por José Celso, diretor da Companhia. Em 2009 essas peças ficaram em cartaz e duas novas montagens foram criadas: “Em junho houve a estreia de “O Banquete” de Platão, cujos primeiros ensaios realizaram-se em Zagreb, na Croácia em oficinas com artistas locais, e “Estrela Brazyleira a Vagar – Cacilda!!”, segunda parte da tetralogia que narra a viva vida da grande atriz brasileira Cacilda Becker, estreado em setembro.

Neste ano de 2010 o Oficina realiza as Dionisíacas 2010, patrocinadas pelo Ministério da Cultura através de convênio de co-produção com a Companhia. O projeto tem duração total de 10 meses, de março de 2010 a janeiro de 2011 e apresenta quatro espetáculos do repertório em oito capitais brasileiras além de realizar oficinas das artes teatrais com artistas e aprendizes.


Mais sobre o Teat(R)o Oficina: http://teatroficina.uol.com.br/

domingo, 15 de maio de 2011

DUAS PESQUISAS ENCONTRAM GENE LIGADO À DEPRESSÃO

Britânicos e americanos fazem descoberta simultânea

Cientistas acreditam ter descoberto a primeira evidência concreta de que a depressão pode ter causa genética. Trabalhando separadamente, equipes de pesquisadores da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos descobriram simultaneamente uma região do DNA do cromossomo 3 que possui genes relacionados à doença. Os dois estudos foram publicados no American Journal of Psychiatry.

A região do cromossomo que contém os genes ligados à depressão faz parte de uma área conhecida por abrigar o receptor metabotrópico de glutamato 7 (GRM7) – envolvido nos processos de plasticidade, neurodegeneração e neuroproteção. Os cientistas ainda não determinaram, entretanto, de que maneira a ação desses genes levaria ao desenvolvimento da depressão.

“É notável que os dois grupos chegaram à mesma conclusão em dois estudos distintos”, diz Pamela Madden, coordenadora da pesquisa americana. Para ambos, a descoberta pode evoluir para a pesquisa de novos tratamentos contra a depressão, uma vez que as drogas atuais são eficientes apenas para cerca de 50% dos pacientes.

A descoberta, no entanto, não deve trazer benefícios a curto prazo, já que o desenvolvimento de novas drogas costuma demorar entre dez e 15 anos. "Estamos apenas começando a entender os mecanismos da depressão e este é um passo importante para compreender o que acontece em nível genético”, diz Michele Pergadia, membro da equipe americana.

Estudos com famílias cujos membros apresentavam quadros depressivos já indicavam que o problema tem origem genética. Segundo cientistas, até 40% dos riscos de desenvolvimento do mal estão relacionados a essa causa. Os demais são provenientes de fatores externos.

Depressão – Casos de depressão severa afetam cerca de 20% da população. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a depressão deverá ser uma das doenças com maior número de casos no mundo em 2020 – ao lado dos males cardiovasculares.


http://veja.abril.com.br/noticia/saude/duas-pesquisas-encontram-gene-ligado-a-depressao

terça-feira, 10 de maio de 2011

NOIR:

a palavra em língua francesa para preto e negro.

sábado, 7 de maio de 2011

DEPRESSÃO >> TEMPO

Uma boa comparação que podemos fazer para esclarecer as diferenças conceituais entre a depressão psiquiátrica e a depressão normal seria comparar com a diferença que há entre clima e tempo. O clima de uma região ordena como ela prossegue ao longo do ano por anos a fio. O tempo é a pequena variação que ocorre para o clima da região em questão. O clima tropical exclui incidência de neve. O clima polar exclui dias propícios a banho de sol. Nos climas tropical e polar haverá dias mais quentes, mais frios, mais calmos ou com tempestades, mas tudo dentro de uma determinada faixa de variação. O clima é o estado de humor e o tempo as variações que existem dentro dessa faixa.
O paciente deprimido terá dias melhores ou piores assim como o não deprimido. Ambos terão suas tormentas e dias ensolarados, mas as tormentas de um, não se comparam às tormentas do outro, nem os dias de sol de um, se comparam com os dias de sol do outro. Existem semelhanças, mas a manifestação final é muito diferente. Uma pessoa no clima tropical ao ver uma foto de um dia de sol no pólo sul tem a impressão de que estava quente e que até se poderia tirar a roupa para se bronzear. Este tipo de engano é o mesmo que uma pessoa comete ao comparar as suas fases de baixo astral com a depressão psiquiátrica de um amigo. Ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso. Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

PESQUISANDO

Depressão é uma doença que se caracteriza por afetar o estado de humor da pessoa, deixando-a com um predomínio anormal de tristeza. Todas as pessoas, homens e mulheres, de qualquer faixa etária, podem ser atingidas, porém mulheres são duas vezes mais afetadas que os homens. Em crianças e idosos a doença tem características particulares, sendo a sua ocorrência em ambos os grupos também freqüente.
Na depressão como doença (transtorno depressivo), nem sempre é possível haver clareza sobre quais acontecimentos da vida levaram a pessoa a ficar deprimida, diferentemente das reações depressivas normais e das reações de ajustamento depressivo, nas quais é possível localizar o evento desencadeador.
As causas de depressão são múltiplas, de maneira que somadas podem iniciar a doença. Deve-se a questões constitucionais da pessoa, com fatores genéticos e neuroquímicos (neurotransmissores cerebrais) somados a fatores ambientais, sociais e psicológicos.

domingo, 1 de maio de 2011

CORES (Para quem lê)

A minha vida toda eu dei cores aos momentos que passei. Por exemplo: meu nascimento, ta certo que eu não me lembro como foi, mas eu resolvi que ele foi azul.

Até os meus três anos, só lembro de algumas coisas que me vem em forma de “flash” e, esses “flashes” são todos amarelos; amarelo como o sol ao nascer. Dos quatro até os sete anos, tudo era muito verde, em todas as tonalidades, que me eram reveladas em uma variação do mais claro até o mais escuro. Quando eu tinha nove anos tudo começou a ser bege, até hoje eu não entendo porque bege, engraçado o bege, eu nem gosto de bege. Na minha adolescência existiram duas cores: o marrom e às vezes, em momentos que exigiam um apelo sexual, roxo. A minha juventude foi marcada pelo vermelho, vivo, intenso e vibrante. Como eu gostava daquele vermelho, como eu gostava daquele tempo, todas as coisas pareciam ser possíveis e com o menor esforço que eu fizesse, poderia ganhar o mundo. Mas as coisas mudam. Pena. E aquele vermelho ficava cada vez mais escuro, até chegar ao tom de vinho tinto, sangue coagulado e, eu já não era um adulto, cheio de preocupações, inconstante, abusado, obscuro. Sem que eu percebesse minha cor foi clareando, já não era mais vinho, meu cabelo já não era mais castanho. Hoje eu não tenho cor. Hoje eu sou branco; eu sou preto. Preto e branco. Minha vida perdeu o colorido. E eu perdi a vontade de colorir. Perdi a vontade de permanecer, de existir. Resolvi me apagar.

Morro por perder meu colorido, por não querer mais me colorir. Adeus a todos.

Fábio Silveira Góes.

29.07.1983

Ouvi dizer que o deprimido vê a vida em tons cinzentos...

De que cor é a sua vida???

Aliceeee!?

Oi ? Arte - Alex Walker (ArtWork)