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Mostrando postagens de Julho, 2011

"Graças" retorna ao Teatro de Arena

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Após o sucesso da estreia, o espetáculo "Graças" retorna ao palco do Teatro de Arena Sérgio Cardoso nesta quinta (28), no projeto Quinta no Arena. No projeto, realizado pela Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (DITEAL), estreando também em formato de palco, o espetáculo "Graças", da Cia. do Chapéu, originalmente concebido para encenações em locais alternativos e em rua, se despede do palco do Teatro de Arena com esta livre adaptação da obra "Vidas Secas", de Graciliano Ramos.

O projeto Quinta no Arena, traz espetáculos alagoanos, até o mês de dezembro, sempre às quintas-feiras, com apresentações às 19h e os ingressos à venda com os grupos teatrais e na bilheteria do Teatro Deodoro ao preço de R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Veja a programação no site:www.teatrodeodoro.al.gov.br ou no blog ascomteatro.blogspot.com

Serviço:
Quinta no Arena - VII Edição
Espetáculo "Graças", da Cia do Chapéu
Classificação: livre
Dia 28 de julho de 2011
Horári…

Entre e vista o chapéu!!!

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1. Como é completar nove anos de história num grupo como a Cia. do Chapéu?
Não estou desde a fundação do grupo, mas nunca escondi meu desejo de fazer parte dele. E, comemorar esses 9 anos é algo que me deixa extremamente feliz e reflexiva ao mesmo tempo. É querer estar junto e questionar se estamos com o mesmo gás do incício, o que mudou...

2. Quais as nossas, as suas atuais ambições com Cia.?
Pesquisar e desenvolver cada vez mais performances e intervenções. Re-significar os espetáculos, quem sabe. Tenho estudando bastante para o "Noir", minha performance na trilogia do mal e isso tem me dado gana de desenvolver cada vez mais essa linguagem. Voltar às raízes do Chapéu quando montou Alice?!. Como diz a La: subverter!!!!

3. Que momento pra você foi mais marcante no grupo?
Estreia de "Tabariz", o início de tudo. Sentir que eu fazia parte da Cia.

4. Atualmente para quem você tira o Chapéu?
Para os meus companheiros do grupo que tem me ensinado a cada dia mais e mais a amar o…

TABACARIA

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Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem penso…