segunda-feira, 28 de novembro de 2011

"A depressão é uma reação a uma perda passada, a ansiedade é uma reação a uma perda futura."

(George Brown)

sábado, 26 de novembro de 2011

AFOGAMENTO






(Tácia e Magnun)² + (Donda e Laís)² + (Joelle e Donda + Magnun e Laís) = 5 apresentações desta intervenção e até hoje!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Afastamentos por doenças mentais disparam no país

DE SÃO PAULO

O mercado de trabalho tornou-se um foco de doenças como depressão e estresse. A tendência já se reflete em forte aumento no número de brasileiros afastados pelo INSS por esse tipo de problema de saúde, informa reportagem de Érica Fraga e Venscelau Borlina Filho publicada na Folha desta sexta-feira.

As concessões de auxílio-doença acidentário --que têm relação com o trabalho-- para casos de transtornos mentais e comportamentais cresceram 19,6% no primeiro semestre de 2011 em relação ao mesmo período do ano passado.

Esse aumento foi quatro vezes o da expansão no número total de novos afastamentos autorizados pelo INSS.

Nenhum outro grupo de doença provocou crescimento tão forte na quantidade de benefícios de auxílio-doença concedidos entre janeiro e junho deste ano.

"Há ondas de doenças de trabalho. A onda atual é a da saúde mental", diz Thiago Pavin, psicólogo do Fleury.

Mudanças adotadas pelo Ministério da Previdência Social em 2007 facilitaram o diagnóstico de doenças causadas pelo ambiente de trabalho. Isso levou a um forte aumento nas concessões de benefícios acidentários para todos os tipos de doença em 2007 e 2008.

Os afastamentos provocados por casos de transtornos mentais e comportamentais, por exemplo, saltaram de apenas 612 em 2006 para 12.818 em 2008. Mas, depois desse ajuste inicial, tinham subido apenas 5% em 2009 e recuado 10% em 2010.


Editoria de arte/Folhapress

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1011732-afastamentos-por-doencas-mentais-disparam-no-pais.shtml

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Quem quer comprar?!


Relatório da intervenção "Vende-se este Rio"

Chegamos Por volta das 16h. A ação era muito simples: vender o riacho Salgadinho!
Portando uma placa com os dizeres: vende-se este rio, juntamente com Jonatha Albuquerque que carregava saquinhos cheios de água “tratada do riacho”, ficamos dispostos à beira do que fora chamado por uma mulher (notadamente não alagoana, mas que reside aqui) “a parte feia da cidade de Maceió”.
Pra mim, esta intervenção é um chamamento para que o povo desperte! Anos a fio, desde que me entendo por gente, e até antes disso, o riacho é poluído e deságua sua sujeira na Praia da Avenida. Nada se faz!
Muitas coisas óbvias foram ditas, houve quem balançou a cabeça reprovando a ação, mas de certa forma senti que as pessoas querem ver a coisa modificada, mas não se movem!
Quando perguntados sobre o preço, Donda respondia: “Custa o mesmo valor que um foco de doença!” Um senhor chegou a nos cobrar a escritura do rio e alegou que não poderíamos vender o Salgadinho ou então iríamos presos.

Uma hora depois, viemos embora! Saí com vontade de que muito mais gente precisava ver a ação e intervir junto com a gente.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Em trânsito...

Relatório de "Dançando com árvores"
A intervenção começou por volta das 16h30. A priori, tinhamos combinado de dançar com as árvores em frente à casa da Industria, mas acabamos optando por árvores mais expostas na altura da antiga Cofal. O trânsito já estava começando a apertar, o movimento era intenso na Av. Fernandes Lima. Conversamos e nos ditribuimos em três árvores separadas.
Fomos nos alongando, cada um perto de sua árvore. De repente, já estávamos envolvidos com a dança poética. Onde eu estava, tinham umas cinco árvores. Estabeleci relação com três delas. Como as árvores eram altas e não tinham galhos baixos, investiguei ritmos e níveis, contato e possíveis partituras que surgiam da investigação e do trânsito entre as três árvores.
Elas ficavam viradas para os dois sentidos (subida e descida), assim, propus movimentos que contemplavam ambos os lados. Durante a  execução, sentia que estava sendo vista por todo o mundo.
Algumas pessoas saíram de suas lojas para ver o que acontecia de extracotidiano no canteiro da avenida. Carros buzinavam, as pessoas olhavam curiosas de edentro dos ônibus, os transeuntes paravam para ver e, até os motoristas dos carros, desaceleravam os carros. Não ouvi comentários negativos nem positivos. Busquei perceber como as pessoas recebiam a ação.
Larissa Lisboa nos acompanhou fotografando a intervenção e não ouviu muitos comentários também.
Jonatha estava com dores na lombar, por isso a intervenção durou apenas 20 minutos. Saí com a sensação que poderia ter investigado mais, com mais vontade de dançar. Os bloqueios do início se transformaram em desejo de experimentação.

Por Joelle Malta
Foto - Larissa Lisboa


Dance com uma árvore você também!



sexta-feira, 18 de novembro de 2011

ESTENDA SEU OLHAR



Ocupar todos os locais de Maceió, com intervenções cênicas-urbanas; Discutir e refletir sobre o papel da Arte na sociedade contemporânea e sobre a relação Arte x Urbanidade; Compartilhar com artistas de outros grupos e linguagens os processos de idealização e realização das intervenções, firmando parcerias com artistas e instituições que apoiem a produção artística local; Utilizar as intervenções para questionar o cidadão anônimo na sua individualidade e no coletivo.

Para tanto vamos a mais uma

JORNADA DE INTERVENÇÕES:

A Jornada de Intervenções, criada em 2007, por iniciativa da Cia do Chapéu, discute e questiona a ocupação do espaço público pela arte. Ao longo desse tempo, diversos espaços da cidade de Maceió (praças, centros comerciais, shoppings centers, orla marítima, ônibus coletivos, entre outros) tiveram seu cotidiano invadido pela multiplicidade local de propostas artísticas, sempre no intuito de provocar uma ruptura na ordem estabelecida. Aos poucos ganhou colaborações imprescindíveis, ampliando e valorizando cada vez mais o evento: alunos dos cursos de Teatro e Dança da UFAL, artistas e demais interessados. De maneira ininterrupta, anualmente, sempre no mês de novembro, a Jornada ocupa a cidade de Maceió com performances, intervenções, teatro, dança, panfletagem: em 2011 não será diferente!. Ou melhor, será. Será melhor, além de uma série de apresentações espalhadas pela capital alagoana, realizaremos um ciclo de conversações, voltado à tomada da cidade pelo corpo-artista, aberto a todos os interessados. No período de 19 a 26 de novembro, a Cia do Chapéu, a cia.ltda. , a Cia dos Pés, Flávio Rabelo e a Casa e27, farão das ruas de Maceió o melhor lugar para se dançar.




Realização: Cia. do Chapéu
Parceiros: Cia. dos Pés, Cia. LTDA e e27
Participação: Flávio Rabelo
De 19 à 26 de novembro
Na cidade de Maceió - Alagoas - Brasil

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Depressão: tire as dúvidas

Entrevistamos um especialista para compreender esse problema que deverá ser a segunda doença mais comum no mundo em 2020.
Madson Moraes
30/8/2011

Desânimo nas atividades do dia a dia, alterações do padrão de sono e do apetite e falta de libido. Esses são apenas alguns dos sintomas que caracterizam um quadro clínico de depressão. Só para você ter uma ideia da gravidade desse transtorno mental, a depressão deverá ser a segunda doença mais comum no mundo no ano de 2020, superada apenas pelas doenças cardíacas.
Ainda por cima, é tratada muitas vezes como "frescura" pelas pessoas que classificam a depressão como falta de vontade ou disposição e até de franqueza de caráter. Isso só prejudica o diagnóstico do transtorno e, consequentemente, seu tratamento. Além do mais, são as mulheres as mais suscetíveis ao apresentar o problema.
Conversamos com o Dr. Alexandre Faisal, ginecologista-obstetra, com formação Psicossomática, e pesquisador científico do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), para sanar as principais dúvidas e preconceitos que cercam esse transtorno mental.

Que sinais atestam um quadro clínico de depressão?
Existem critérios para definir a doença depressão, que é diferente de, por exemplo, um dia estar se sentindo triste, coisa que acontece com qualquer pessoa em algum momento da vida. Os principais sintomas para depressão maior, ou seja, a depressão na forma mais intensa e grave são: perda de prazer em atividades anteriormente prazerosas e humor deprimido. Outros sintomas devem estar presentes também: ansiedade, alterações do padrão do sono e do apetite, falta de libido, cansaço, falta concentração, pensar em se machucar, se desvalorizar etc. Os sintomas devem ter duração de pelo menos 15 dias. 

As mulheres são mais sujeitas à doença?
Sem dúvida. As mulheres são mais susceptíveis de apresentarem o problema. Saiu o resultado de um grande estudo internacional do qual o Brasil fez parte e lá fica claro que a prevalência da doença ao longo da vida é o dobro para as mulheres. E isso significa que até 20%, 25% das mulheres enfrentarão o problema alguma vez na vida.

Por que a mulher correm mais risco? O maior risco de sintomas depressivos no sexo feminino, já a partir da adolescência, é um fenômeno bastante conhecido. E a explicação não está no fato de que a depressão é mais diagnosticada em mulheres porque elas procuram mais os serviços de saúde. Talvez, a explicação esteja mesmo nas questões socioculturais, no modo como a mulher enfrenta as experiências adversas da vida, aqueles traumas que acontecem. No geral, aspectos psicológicos e biológicos se mesclam para explicar a depressão feminina.


Muitas pessoas encaram como frescura. Por que o preconceito? Infelizmente, sim. De fato, muitas pessoas são preconceituosas com os problemas dos transtornos do humor, da depressão e consideram muitas vezes uma questão de falta de vontade ou disposição, fraqueza de caráter. Isso não é verdade e só prejudica o início do tratamento.


Ao perceber os sintomas, que profissional deve-se procurar e em quanto tempo?
O mais breve possível. Às vezes, é alguém próximo da mulher que percebe o problema e sugere acompanhamento médico ou psicológico. A mulher pode procurar um clínico, o ginecologista ou ir direto para o psiquiatra. O importante é que ela tenha espaço e liberdade para falar do seu problema e, dependendo do caso, ser tratada por um ou por outro profissional. Isso sem contar a possibilidade dela fazer sua terapia psicológica até mesmo independentemente da depressão.

Quais os tratamentos mais adequados?
Os antidepressivos são drogas bastante seguras e que, cada vez mais, têm menos efeitos colaterais. Existem diferentes tipos de medicações que devem ser indicados caso a caso. Mas atenção: nada de automedicação e de interrupção do tratamento.

Pode tomar medicamento para combater a depressão durante a gravidez?
Este assunto é muito controverso. Mas podemos dizer que se trata de uma balança. De um lado está o risco que a depressão acarreta para a gestante, do tipo parto prematuro, do bebê nascer com baixo peso, da gestante não dar conta do recado que é a maternidade, como um todo. Do outro lado, os riscos potenciais para o bebê, principalmente, das malformações fetais. Felizmente, tudo indica que os riscos são pequenos e estão mais associados ao uso destas medicações no início da gravidez. É preciso pensar e discutir calmamente com o obstetra.

 A rede pública de saúde dispõe de programas específicos para a depressão?
Existem programas específicos e muitas UBS (Unidades Básica de Saúde) podem oferecer o tratamento inicial ou encaminhar a mulher para estes núcleos de atendimento especializado. O problema é que a depressão e outros transtornos mentais são muito comuns e a demanda é muito grande. Como existe uma escassez de profissionais e serviços especializados, acontece de muitas mulheres (e homens também) ficarem sem atendimento adequado.
Quais as alternativas para a pessoa que tem pensamentos depressivos?
Acho que o mais importante inicialmente é fazer o diagnóstico. Saber se é depressão e como isso interfere na vida da pessoa. Escutar a opinião do médico, psiquiatra ou não, antes de qualquer coisa. A partir daí optar pelo tratamento medicamentoso e/ou terapia. Em geral, os melhores resultados associam remédios e terapia psicológica. Outras modalidades de terapia como relaxamento, Yoga, entre outros, podem ser empregadas complementarmente, mas não substituem os tratamentos convencionais, que, em geral, funcionam.




Aliceeee!?

Oi ? Arte - Alex Walker (ArtWork)